José Roberto, professor universitário e presidente da Comissão de Direito de Família da OAB, traz, a cada semestre, novas turmas de Direito para conhecer o trabalho de acolhimento institucional.
Há mais de 15 anos, recebemos na Casa Novella o professor José Roberto e seus alunos do curso de Direito. A cada semestre, uma nova turma conhece a instituição, convive com as crianças e acompanha de perto o trabalho de proteção à infância e à adolescência.
A aproximação começou quando José Roberto procurava uma instituição de acolhimento e recebeu, por indicação do Ministério Público, a Casa Novella como referência pela qualidade do trabalho com as crianças e suas famílias.
Desde então, a parceria e a amizade se mantêm. Alguns estudantes, inclusive, continuam próximos da instituição, retornando como voluntários ou contribuindo de outras maneiras, para além das atividades acadêmicas.
“Trazer vocês aqui para ter a vivência prática talvez seja muito mais ensinamento que em sala de aula. Esta visita é um aprendizado e uma vivência de vida que nenhuma sala de aula pode proporcionar”, destaca o professor.
A programação tem dois momentos: primeiro, os estudantes compartilham o café e atividades com as crianças, conhecendo os espaços da casa. Depois, conversam com Elma, coordenadora da Casa Novella, sobre a história das Obras Educativas, a trajetória de Rosa Brambilla e o funcionamento do acolhimento institucional.
Nesse encontro, conhecem o trabalho das agentes visitadoras, dos psicólogos e assistentes sociais, além das atividades administrativas, dos relatórios, da documentação, das questões jurídicas e da relação com os órgãos da rede de proteção.
Também compreendem que o acolhimento institucional é uma medida excepcional, adotada somente depois de esgotadas as possibilidades de permanência da criança ou do adolescente junto à família. Por isso, o trabalho em rede é fundamental para garantir a proteção e o acompanhamento necessários.
A experiência também aproxima os estudantes de histórias que ampliam a compreensão sobre o tema. José Roberto, por exemplo, já recebeu em sala de aula uma aluna que viveu com a irmã em uma instituição de acolhimento até os 18 anos e que, após atingir a maioridade, enfrentou os desafios de não contar mais com o mesmo amparo do Estado.
Uma amizade que, há mais de 15 anos, aproxima a formação acadêmica da realidade e mostra que o encontro com outras histórias também é parte essencial do aprendizado.






