Algumas histórias começam à distância, por meio de cartas, fotos, desenhos e pequenos gestos que, com o tempo, criam uma relação de amizade e companhia. Foi assim que, durante a passagem dos voluntários italianos pelas Obras, algumas dessas histórias puderam finalmente ganhar um encontro e abraço.
Luiza Gabriele, acompanhada de sua mãe, Josiene, encontrou Valeria, filha de Maria, que a apadrinha. Hadassa, junto da irmã Sarah e da mãe Karin, encontrou Caterina, cuja família é sua madrinha. Entre conversas, brincadeiras e muitos abraços, puderam viver de perto uma relação que já fazia parte de suas histórias.
Murilo e sua mãe, Michele, também tiveram um encontro com Valeria. Ele foi apadrinhado pela turma de Valeria quando ela ainda estava na escola. Para ela, conhecer Murilo e o lugar onde ele cresceu foi uma das razões que a trouxeram ao Brasil: conhecer as crianças com quem, durante tantos anos, manteve uma relação por meio do apadrinhamento. Durante o encontro, conversaram (por video chamada) também com Stefania, que foi professora da turma e acompanhava mais de perto essa relação. Michele contou que ainda guarda tudo o que recebia da turma, e, juntos, puderam rever fotos e recordar aqueles anos, inclusive uma fotografia de Valeria quando criança.
São encontros que tornam visível a beleza de uma relação construída ao longo do tempo. O apadrinhamento à distância aproxima pessoas que vivem em lugares diferentes e cria uma companhia que não depende da presença física. Cartas, fotos e desenhos atravessam fronteiras e carregam histórias, até que, um dia, a distância pode se transformar em um abraço.
"Eles foram, de fato, o motivo que me trouxe até aqui. Desde o ensino fundamental, eu dizia: 'Quando crescer, vou ao Brasil conhecê-los. (...) Naquele encontro, nasceu um bem imenso entre duas pessoas que, na verdade, nunca haviam se encontrado. Acho que esse carinho resume um pouco o que é a experiência das Obras: um amor grande e gratuito, que deseja o bem do outro sem distinção." - Valéria, voluntária italiana.

