“Eu sinto o amor de vocês!”
A experiência do encontro, fruto de um milagre, entre padrinho e afilhada.
O padrinho Sérgio:
"Depois de dois anos hospitalizado, devido a um acidente, decidi me relacionar de maneira diferente com a vida. Foi quando, durante o Natal de 2007, procurei pelo apadrinhamento à distância e encontrei a AVSI. Pouco tempo depois recebi a ficha da Eliza (com nome e foto) e desde então recebo fotos, seus primeiros rabiscos, desenhos e cartas. E claro, guardo todos até hoje... É como ter visto ela crescer... Agora em 2023 nos programamos para ir ao Brasil, com mais tempo, para poder encontrar a Eliza e conhecer as outras unidades das Obras. Foi maravilhoso! Durante a visita conseguimos entender a grandeza e complexidade deste lugar. É impressionante ver o trabalho com as crianças. Linda experiência. Agradecemos por tudo o que fazem.
O abraço das crianças era tão gratuito que ficamos sem entender. Eram tão carinhosos e nós queríamos retribuí-los, dar algo como os avôs que acolhem os netos com um bolo para o café. Eliza nos explicou que é uma troca, no abraço é transmitido um amor muito genuíno, muito único.
Marisa, minha esposa, conta que foi “uma experiência positiva e maravilhosa. Vimos realmente o que tem por dentro e não somente as aparências. Os funcionários parecem uma família. As crianças têm tudo aqui, têm o carinho. Eu convido todos a fazerem essa experiência.”
A afilhada Eliza:
“Eu tinha 3 anos quando entrei nas Obras e não tinha noção de tudo isso. Tenho muito carinho pelas educadoras que me acolheram. Vivíamos só eu, minha mãe e minha irmã quando fui apadrinhada. Não tinha o costume da relação pai e filha. Cresci com uma armadura que vai se desfazendo, aos poucos, com o carinho do meu padrinho, sua família e da família da minha mãe. Cresci e hoje reconheço que se eu não tivesse dado o “sim” a toda essa história, eu seria uma pessoa totalmente diferente. Já são 16 anos deste relacionamento.
Desde pequena recebo retornos, inclusive guardo a foto de toda a família do Sérgio. Me lembro do dia exato, em 2019, quando fiquei sabendo que chegariam ao Brasil. Foram dois dias intensos acompanhando tudo comigo e foi muito mágico! Eu me senti de fato privilegiada por Deus. Hoje tenho plena consciência do que é o apadrinhamento, o que pode fazer e o que fez comigo. E por ter vivido este amor de família, decidi apadrinhar logo que consegui um trabalho. Não é a questão do dinheiro e sim do carinho. Quero levar adiante o que fizeram por mim, quero fazer também pelo meu afilhado: é um desejo do meu coração e gosto disso.
Receber o Sérgio e a Marisa agora em 2023, ouvir eles contarem sobre o giro pelas Obras, da programação na semana aqui em Belo Horizonte, deste nosso encontro, confirma o meu sentimento. Mesmo que eu não demonstre e falo pouco, gosto que eles conheçam a minha realidade.
Quando Sérgio conta sobre o carinho das crianças com eles acredito que existe uma troca. No abraço é transmitido um amor muito genuíno. Eu senti uma paz e acredito que as crianças também. Eu sinto o amor de vocês! Esse carinho familiar é único, e por isso, desejo que todos sintam, pois é algo mágico, gostoso e que transforma. Transformou a minha vida e se transforma a cada troca de mensagem, carta e vinda deles."




